um dia qualquer
A voz saindo dos alto falantes anunciava a última chamada para o embarque. Plataforma F. Uma neblina da manhã pairava sobre o ar e o trem ajudava, soltando fumaça do primeiro carro. Havia também alguns fumantes que expeliam seus gases, fazendo toda a estação ficar nublada. Mesmo assim, não desisti de correr com pouco fôlego, para entrar na viagem.
Comprei a passagem para o destino que tinha saída imediata. E lá estava eu, suando às bicas, carregando uma mala cheia de adesivos de transportadoras e com os óculos parados na ponta do nariz prestes a cair. Finalmente, cheguei à porta do meu vagão com atraso de um minuto. Entreguei meu bilhete e entrei.
Sentado no meu banco, lendo algumas revistas, me deparei com um rapaz me olhando na cadeira do outro lado do vagão. Devia ter por volta de vinte anos, cabelos lisos e uma estranha cicatriz na testa, que eu ousava acreditar que vinha da infância. Acenei com a cabeça e ele voltou a olhar a janela. Levantei meu queixo e uma garotinha, lia, por cima do meus ombros e do banco a minha revista. Loira, com um batom vermelho e sete anos de idade. Sei porque posteriormente, perguntei quantos anos ela tinha. Usava a maquiagem na boca, porque se sentia mais sensual. Pode?
Quando o sol já estava no topo do céu, decidi me levantar e ir ao vagão-restaurante. Todas as mesas estavam ocupadas, exceto uma, que havia uma pessoa. Justamente o rapaz da esquisita marca no rosto. Pedi licença e sentei na cadeira em sua diagonal, não ficando nem a frente e nem ao lado dele, evitando assim, qualquer mal estar.
Em seu prato, havia uma vagem e uma folha de alface, que ele salgava a cada garfada.
Em alguns momentos, eu tentava olha-lo para puxar assunto, mas desde que eu o peguei de surpresa, me espionando lá no outro vagão, ele não tornou os olhos em minha direção.
Terminei de comer e voltei para o meu banco.
A menina estava sentada ao meu lado. Quando cheguei, ela já estava ali, folheando, sem pedir. Tudo bem, era só uma criança. Comecei a conversar.
Pelo menos ela falava comigo.
Comprei a passagem para o destino que tinha saída imediata. E lá estava eu, suando às bicas, carregando uma mala cheia de adesivos de transportadoras e com os óculos parados na ponta do nariz prestes a cair. Finalmente, cheguei à porta do meu vagão com atraso de um minuto. Entreguei meu bilhete e entrei.
Sentado no meu banco, lendo algumas revistas, me deparei com um rapaz me olhando na cadeira do outro lado do vagão. Devia ter por volta de vinte anos, cabelos lisos e uma estranha cicatriz na testa, que eu ousava acreditar que vinha da infância. Acenei com a cabeça e ele voltou a olhar a janela. Levantei meu queixo e uma garotinha, lia, por cima do meus ombros e do banco a minha revista. Loira, com um batom vermelho e sete anos de idade. Sei porque posteriormente, perguntei quantos anos ela tinha. Usava a maquiagem na boca, porque se sentia mais sensual. Pode?
Quando o sol já estava no topo do céu, decidi me levantar e ir ao vagão-restaurante. Todas as mesas estavam ocupadas, exceto uma, que havia uma pessoa. Justamente o rapaz da esquisita marca no rosto. Pedi licença e sentei na cadeira em sua diagonal, não ficando nem a frente e nem ao lado dele, evitando assim, qualquer mal estar.
Em seu prato, havia uma vagem e uma folha de alface, que ele salgava a cada garfada.
Em alguns momentos, eu tentava olha-lo para puxar assunto, mas desde que eu o peguei de surpresa, me espionando lá no outro vagão, ele não tornou os olhos em minha direção.
Terminei de comer e voltei para o meu banco.
A menina estava sentada ao meu lado. Quando cheguei, ela já estava ali, folheando, sem pedir. Tudo bem, era só uma criança. Comecei a conversar.
Pelo menos ela falava comigo.


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